Ceará vence disputa e Transnordestina irá primeiro até o Pecém
A conclusão do ramal da Transnordestina no Ceará que tem como ponto final o Porto do Pecém, terá obras concluídas primeiro do que o ramal pernambucano que vai até Suape. No fim de julho veio uma declaração do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, de que o ramal cearense seria concluído primeiro. A decisão gerou mal estar político.
O anúncio do ministro fez com que iniciasse um movimento político da bancada de parlamentares pernambucanos, que foram entregar ao presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido) um documento citando as vantagens técnicas e econômicas do ramal que deveria chegar até Suape. De acordo com apuração do JC Online, a intenção era pressionar o Governo Federal a rever a posição e priorizar a conclusão do ramal pernambucano.
O próprio governador de Pernambuco deve se reunir com o ministro, na segunda-feira, 16, para tentar reverter a decisão. Mas, no Ceará, a diretoria do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) já trata a decisão como bem próxima de um desfecho.
Vale esclarecer que a Transnordestina é uma ferrovia de 1.742 km, que parte de Eliseu Martins-PI, e segue até a cidade de Salgueiro-PE. Lá, a ferrovia se divide em dois ramais: um com destino ao Porto do Pecém, no Ceará, e outro com destino ao porto de Suape, em Pernambuco.
Um dos principais argumentos da bancada pernambucana é de que o ramal de Suape está com 41% de execução, enquanto o ramal do Pecém com apenas 15%.
As obras da ferrovia foram iniciados em 2006, com orçamento de R$ 4,5 bilhões. Mas, em 2019, após várias paralisações, o projeto foi recalculado e passaria a custar R$ 12,6 bilhões. Já foram gastos mais de R$ 6 bilhões no empreendimento.


Paulo Sergio de Carvalho - O vexame de Elmano em Juazeiro e os sinais que o povo está enviando
Mauro Benevides - Decoro parlamentar vilipendiado
Tom Barros - A retomada de um sonho tricolor